O blog está abandonado. É bom poder escrever isso.
Venho percebendo, cada vez mais, que vivemos presos a uma falsa moral que expande laços conscientes. Não apenas isso, mas uma conduta que nos é regrada pela simples existência do social. As diversas realidades são, na verdade, pequenas falácias (de maneira a serem inconsistentes). Isto é, não possuem o menor fundamento, pois se aplicam apenas a uma única realidade (do sujeito que vê o objeto). Mesmo assim, deixa de ser verdadeiro que cada um se encontra numa realidade única, cujas percepções são adequadas às experiências e pessoalidades que formam um caráter mínimo fora do senso comum.
Opa, chegamos num assunto legal: o caráter. O caráter diz respeito à personalidade. Assim, temos os traços psicológicos do individuo como sua forma de pensar, agir, interpretar e sentir. Entretanto, até QUANDO o agir e o pensar são individuais. Sejamos sinceros, o viver não é único... Todos fazemos o que fazemos pelas outras pessoas. Nada é para beneficio próprio! A tal ganância que move o capitalismo é uma falácia, por exemplo. Cada um dos elementos da massa se configura numa semelhança aos que a rondam. Tudo bem, isso não está fazendo muito sentido (mas que pensamento faz?)... Vamos adequar um pouco a minha vida.
Eu não me recordo de nenhum momento que vivi por mim. Tudo que fiz e faço é a partir de uma consciência externa que guia minha individualidade. Minha personalidade é mais variável que a cotação monetária. Sou único a partir daquilo que percebi, a partir dos diversos presentes que me foram apresentados a cada segundo de existência. Só. Não sou único porque sou especial, de forma alguma. Ninguém é. De forma geral, ninguém tem valor ou valores. Esses são construções momentâneas vantajosas para cada um em determinado momento, contexto e situação.
Meus pensamentos são tão confusos que mal consigo expressa-los em forma de texto. E esse foi sempre meu escape. Sempre sonhei pela linearidade, mas nunca a conquistei. Qualquer que seja o momento estarei irracionalizando as diversas experiências que formam um caráter temporário. Preencho buracos profundos por relações supostamente profundas. Entenda, ... essas profundezas são, novamente, FALÁCIAS! Ambas.
Estou enxergando ofuscado pela minha própria condição. Encontro erros em todos os meus atos pois tenho medo de que o caminho a ser seguido será o correto. Não para mim, para todos... ou seja, para mim, já que todos são o eu.
Quero falar um pouco sobre pessoas. Dizem que as pessoas são complicadas: é mentira. A complicação está naquilo que você forma, molda e necessita. As pessoas são rasas, e delas só extraímos normalidades. Amar, adorar, odiar... é tudo proveniente de uma necessidade de se encontrar dentro de um contexto no qual conceitos são criados afim de dar vida à vida. A vida não é vivida senão pelos conceitos que lhe dão luz, atividade e brilho. Se eu achei que amava, foi porque foi-me imposto por mim mesmo, isto é, por todos.
As pessoas vão te decepcionar se você precisar se decepcionar naquele momento. Pode parecer estranho, mas, se ficamos tristes, é porque PRECISAMOS daquilo naquele exato momento. Não existe pessoa com tamanho poder para guiar seus sentimentos, você as dá esse poder pois está simplesmente escapando daquilo que pode vir a encontrar dentro da própria consciência. É fácil escaparmos dos próprios problemas ao darmos força a outros problemas insignificantes.
Quero um pote. Nele, colocarei aquilo. Assim poderei viver.
AQUILO: Aquilo é tudo para mim no momento. É naquilo que penso, me guio, formo meus pensamentos, me esforço. É para aquilo que tento ser alguém melhor. Aquilo é meu objeto, minha realidade. Por favor, peço! Que aquilo seja, na verdade, eu mesmo. Que aquilo não seja o que penso, pois, se for... acabou.
Mano, preciso mudar minhas atitudes. Chega de personificar a felicidade.
Me vejo separado da minha identidade, do meu corpo... Há dois anos, dois anos... Há pouco mais de um ano aquilo era a única coisa que rodeava a minha cabeça. Hoje, novamente. Há dois anos vivo por aquilo... vivo sem mim, contra mim e apesar de mim. Vivo apesar de viver, vivo para pensar nos problemas que rodeiam uma consciência extremamente volátil, moldável, mentirosa e, acima de tudo, decepcionada.
Não vou mais deixar aquilo fazer isso comigo. Nunca mais me permitirei expor dessa maneira. E nunca mais deixarei que minhas fraquezas sejam usadas contra mim a cada momento de existência.
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