14.3.13

Muito além do Nostradamus




Considero Isaac Asimov o maior expoente de toda a história da literatura de Ficção Científica. Não só pelo rigor técnico com que tratava suas obras, mas por sua inventividade sem precedentes na criação de universos tecnológicos inimagináveis na época em que escreveu suas grandes obras.

O autor russo, nascido em 1920, além de possuir uma capacidade narrativa muito superior a qualquer parâmetro de seu tempo, era também um cientista do setor de bioquímica, tendo publicado mais de 500 trabalhos entre peças literárias e acadêmicas. Isso sem contar que era portador de um belo par de longas e invejáveis costeletas ao longo das bochechas.

O vídeo acima ressalta a visão desse verdadeiro mestre. Mais do que prever um avanço tecnológico, Asimov tinha em 1988 (o ano da entrevista) clareza das metamorfoses que a gênese do comportamento humano sofreria em um futuro não tão distante. É deslumbrante e assustador quando, por exemplo, ele cita a personalização da busca por informação, em que cada um passaria a procurar apenas assuntos de seu interesse (algo presente na cultura da internet).

Para quem se interessar por sua obra literária, meu livro favorito é 'Além da Eternidade' (1955). Outras publicações célebres são a coletânea de contos 'Sonhos de Robô' (compilada em 1986), e a cultuada trilogia 'Fundação' (1951).


Daniel Guinezi.

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