Venho dizer que, a cada dia que passa, vejo que as pessoas são
mais diferentes do que eu imaginava.
Para mim eram todos iguais e suas diferenças de baseavam em
pequenos traços de sociedade que lhes foram impostos. Mas não, as pessoas são,
de fato, diferentes. Pelo menos é isso que espero, pois, senão, serei condenado
a viver sob julgamentos constantes, tristezas profundas e dúvidas insaciáveis.
Até 2012 escolhia acreditar que ninguém mudava. Escolhia
acreditar que eu era a vitima e, todos os outros, vilões ingênuos. Escolhia
levar certas coisas ao total extremo e outras à margem. Escolhia desacreditar
em valores que nunca analisei e, porém, acreditar na moral do contexto em que
me inseri. Escolhia me manter na profunda ignorância do egoísmo, justificando-o
com estereótipos [in] conscientes.
Escolhi, acima de tudo, fazer dos outros peças do meu próprio
quebra-cabeça. Mas acabei por deixar algumas peças escaparem, de modo a fazer
buracos. Escolhi valorizar muito em detrimento do pouco, e pouco aquilo que
poderia ser muito.
Aquela história da “falsa liberdade” sob a qual estamos
sujeitos não cabe aqui nem ali. Estamos livres para fazer nossas próprias
escolhas. A liberdade não é democrática e nem igual para todos, mas não deixa
de sê-la. Isto é, cada um, sob suas próprias condições, sejam elas impostas ou
não, possui a liberdade para se livrar de tudo. Acima de tudo a liberdade é a
morte, o que apenas incita o seu totalitarismo.
Existe a completa alienação? Um dia já pensei que a ignorância
era pior do que o conhecimento. Hoje... gostaria de ser alheio a tudo, apático
e impassível. Gostaria de não ligar tanto e de viver numa realidade fechada, única
e ingênua. Talvez eu já viva aqui. Talvez quanto maior a ignorância, maiores
são os rancores. Talvez.
O autoconhecimento é o que eu mais procuro.
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